sábado, 1 de dezembro de 2007

Aikido

Fotos Rodrigo Soares



Sensei Alcino Lagares




Sensei Lagares e Fred demonstrando Aikido

sábado, 1 de setembro de 2007

Tchau, Renan.


Bruno Miranda em seu casamento e Renan durante sessão do Senado.
O caso poderia envolver até dinheiro para o exterior

Foto do site: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EDG78858-6009-485,00.html

O suplício do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) parece não ter fim. Ele é alvo de nova denúncia, na qual estaria envolvido em um suposto esquema de lavagem e desvio de dinheiro.

Em entrevista à revista "Época", o advogado Bruno de Miranda Lins, acusa o empresário Luiz Carlos Garcia Coelho, pai de sua ex-mulher, Flávia Garcia, de montar um esquema de arrecadação de dinheiro para Renan em ministérios controlados pelo PMDB. Flávia é assessora parlamentar do presidente do Senado.

Trata-se de um novo revés para Renan, que viu o plenário do Conselho de Ética do Senado aprovar, por 10 votos a 5, que a votação do processo do qual é acusado (quebra de decoro por receber recursos da Mendes Júnior para pagar despesas pessoais) será aberta.

Seu único alento foi proporcionado pelo senador Wellington Salgado (PMDB-MG). Ele pediu vista ao relatório, que possibilitou o adiamento da votação até quarta-feira. Dessa forma, Renan ganha mais alguns dias para apresentar sua defesa e fazer com que a votação seja fechada.

O presidente do Senado é acusado em mais dois processos por quebra de decoro parlamentar. No primeiro, ele teria favorecido à Schincariol no episódio da venda da fábrica de refrigerantes de seu irmão, o deputado Olavo Calheiros (PMDB-AL). O outro processo refere-se à participação do senador em veículos de comunicação de Alagoas.

No meio de tantas denúncias, com a ausência de documentação que sustente sua defesa (seja na incrível lucratividade do seu rebanho de gado ou na utilização de “laranjas” para adquirir uma rádio e um jornal em Alagoas), ácidas discussões com colegas no plenário do Senado, a principal tática da defesa do senador tem sido atacar aqueles que o denunciam.

Independente de ser culpado ou não, cabe a Justiça decidir, fica claro que a permanência de Renan na presidência do Senado atrapalha o andamento da pauta de votações no Congresso. Ele deveria se afastar para cuidar de sua defesa. O país precisa andar. Não pode ficar preso a uma pessoa independente do cargo que ocupe. Cansei. Essa história não termina nunca. Sai, Renan.

sexta-feira, 24 de agosto de 2007

Exposição comemora centenário de Niemeyer




Para quem não viu, ainda dá tempo de conferir a exposição itinerante “Oscar Niemeyer - Arquiteto, Brasileiro, Cidadão”, em Belo Horizonte. A capital mineira é a primeira cidade a receber a mostra que comemora o centenário do arquiteto.

Organizada pelo Instituto de Arquitetos do Brasil e o Instituto Tomie Ohtake, a mostra foi dividida em dois locais. No Museu de Arte da Pampulha, o visitante pode admirar maquetes em grande escala de algumas das principais obras de Niemeyer, como o Palácio do Planalto, o Congresso Nacional, entre outros.

Já no Palácio das Artes, a mostra tem um aspecto mais documental e histórico. São diversos textos, desenhos, fotografias, algumas esculturas e maquetes que retratam as principais fases da obra de um dos maiores mestres da arquitetura contemporânea.





Serviço:

Local: Palácio das Artes - Galeria Alberto da Veiga Guignard
Endereço: Avenida Afonso Pena, 1537, Centro
Data: até o dia 16 de setembro
Horários: de terça a sábado, das 9h30 às 21h e aos domingos, das 16 às 21h.
Entrada: Grátis Fone: (31) 3237-7399


Local: Museu de Arte da Pampulha
Endereço: Av. Doutor Otacílio Negrão de Lima, 16.585
Data: até o dia 23 de setembro
Horários: de terça a domingo, das 9 às 19h.
Entrada: Grátis Fone: (31) 3277-7946


quinta-feira, 31 de maio de 2007

Na rota do Pan

BH recebe a Tocha Pan-americana

Belo Horizonte é uma das cidades escolhidas para representar os 42 países que participarão dos Jogos Pan-americanos Rio 2007. A capital mineira representará o Canadá. Em evento realizado hoje, na Secretaria Municipal Adjunta de Esportes, foi divulgado o roteiro que marcará a passagem da Tocha pela cidade, no dia 07 de junho, feriado de Corpus Christi.

O Comitê Organizador dos Jogos selecionou 80 pessoas para conduzir a Tocha Pan-americana. O critério utilizado para essa escolha, foi a participação em jogos pan-americanos, olimpíadas, além de personalidades do mundo esportivo. Cada condutor percorrerá aproximadamente 400 metros.


Alguns dos condutores da Tocha. Em pé: Carlos Alberto Silva,
Pereira, Jakson e Geraldão. Sentados: Marta Miraglia, Palhinha e Lia Freitas.

Entre os esportistas selecionados, a modalidade que terá a maior representação será o voleibol, com 19 condutores. O futebol vem em seguida, com 11. A natação, 5; o atletismo, o trampolim e o futsal, 2; o tênis, o basquete, tiro com arco, judô, taekwondo, karatê e ciclismo, com 1 representante. O Parapan será representado por 5 atletas.

Vários condutores estiveram presentes no evento, como Marta Miraglia e Leonésia Cardoso (vôlei), Carlos Aberto Silva e Evaldo Cruz (futebol), Teófilo Laborne e Marcos Mattioli (natação), Jakson (futsal), Carlos Bartho e Carlo Di Franco (parapan). Eles assinaram um mural que será levado ao Rio.


Mural do Pan


Regina Dornelas, judoca que
competirá no Parapan


Confira o roteiro e os horários previstos

9h Largada e início do revezamento na Praça da Igrejinha da Pampulha. Estão programadas atividades culturais e esportivas – km 0;

9h25 Parque Ecológico da Pampulha (portaria 1) – km 2,9;

9h40 Retorno à Praça da Igrejinha da Pampulha – km 5,1;

10h05 Campus Pampulha UFMG – km 8,2;

10h50 Av. Antônio Carlos (Conjunto IAPI) – km 14,1;

11h15 Prefeitura de Belo Horizonte. O prefeito Fernando Pimentel receberá a Tocha. Será realizada uma Rua de Lazer, além de atividades do Parapan (com atletas portadores de necessidades especiais) – km 17,4;

11h35 Praça da Liberdade – km 18,2;

11h50 Praça da Savassi – km 19,5;

11h53 Clube Recreativo Mineiro – km 19,9;

12h Rua Grão Mogol com Av. Uruguai – km 20,7;

12h15 Praça JK – km 22,5;

12h22 Praça da Bandeira – km 24,7;

12h40 Praça do Papa – km 25,8;

12h50 Retorno à Praça da Bandeira – km 27,2;

13h Av. do Contorno com Av. Afonso Pena – km 28,6;

13h17 Praça Floriano Peixoto – km 30,9;

13h27 Passagem sobre o Viaduto da Floresta – km 32,4;

13h30 Praça da Estação– km 32,9. Festa de encerramento

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domingo, 27 de maio de 2007

Arte no cemitério

Por Rodrigo Soares e Rui Marcos

Mistérios noturnos, fatos curiosos, histórias de arrepiar nem sempre fazem parte do cotidiano dos cemitérios ou mesmo das pessoas que neles ganham a “vida”. Prestar a última homenagem a uma pessoa querida não tem preço e a forma de colocá-la em prática é muito variada. Os cemitérios das grandes cidades estão menos assombrados e cada vez mais valorizados em virtude da sua arquitetura.

No cemitério do Bonfim, por exemplo, podemos apreciar túmulos que são considerados verdadeiras obras de arte. Escultores marmoristas deixaram registrados, em pedras, magníficos exemplares de arte tumular, destacando-se os trabalhos criados pelos irmãos Natali e por João Amadeu Mucchiut.


Vaso de flor no cemitério do Bonfim. Exemplo de arte tumular, criado pelos irmãos Natali e por João Amadeu Mucchiut.

Fundado oficialmente em 12 de outubro de 1897, final do século XIX, o cemitério do Bonfim localiza-se no bairro de mesmo nome, em Belo Horizonte. Comporta, nos seus 172 mil metros quadrados, cerca de 17 mil sepulturas e 200 mil corpos. Aproximadamente 40% do total de túmulos são em “Arte Fúnebre”: peças em esculturas, bustos e imagens.

Algumas dessas obras preservam as histórias de várias celebridades e instituições do nosso estado. Destacam-se, dentre outros, os mausoléus da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros e dos ex-governadores de Minas Gerais: Olegário Maciel, Bias Fores e Raul Soares. No Bonfim encontra-se, também, o túmulo do padre Eustáquio, cujos restos mortais foram transferidos para igreja de mesmo nome.

De acordo com o encarregado de serviços do cemitério, Luís Carlos Zaidan, 51 anos, dos quais, 26 trabalhando no cemitério, o valor investido na ornamentação e decoração de sepulturas é bem alto: “Há pessoas ou famílias que gastam mais de 50 mil reais e constroem verdadeiras residências. Eu estou tentando construir a minha casa e até hoje não consegui. Tem muita gente viva que não tem onde morar”.




Uma simples escultura representando a imagem de Jesus Cristo pode variar entre 5 a 20 mil reais. As peças são fabricadas artesanalmente. Um funcionário, que preferiu não se identificar, disse que toda essa homenagem é apenas uma forma de ostentar ou demonstrar poder econômico. Ele comenta ainda que, se esse dinheiro fosse investido em obras sociais, teria melhor proveito.





Curiosidades

Alguns fatos históricos marcam a história do cemitério do Bonfim. Um dos que chama a atenção é o sepultamento do ex-jogador do Cruzeiro, Roberto Batata, morto em um acidente automobilístico em 1976. Na ocasião, o cemitério ficou super lotado. As pessoas passavam por cima das sepulturas, subiam em árvores, pulavam os muros, tudo para dar o último adeus ao ídolo celeste. Deram, também, muito trabalho aos seguranças.

Outra história curiosa é o túmulo 26 da quadra 36, onde está sepultado o corpo de uma criança conhecida como “Menina Marlene”, tida como santa. O túmulo recebe visitas há mais de 15 anos. São pedidos de bênçãos, promessas e declarações em agradecimentos pelas graças alcançadas. Na quadra 09, laje 145, estão os restos mortais de irmã Benigna. Em sua homenagem, são celebradas, toda segunda-feira, novena e missa. Sempre às 15 horas. Entre 100 e 500 pessoas participam das celebrações. No local existem placas demonstrando a realização de milagres e graças alcançadas.

Os anos 80 também marcaram a história de Belo Horizonte com a “Loira do Bonfim”. Segundo Zaidan, que já trabalhava no cemitério, as pessoas evitavam passar pela região à noite, com medo de se encontrarem com ela. “Na verdade tudo não passou de mito. Na época, um taxista, que era casado, estava traindo a mulher e, para se livrar da amante sem que ninguém percebesse, a deixou em frente ao cemitério e isso já era quase meia noite. Em seguida, alguém passou pelo local e se deparou com uma loira de quase dois metros de altura, se assustou e daí a criação dessa história”, relatou.

O cemitério do Bonfim pertence à Prefeitura de Belo Horizonte. Seu necrotério foi tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (IEPHA-MG) no decreto nº 18531, em 02/06/77.


Necrotério do cemitério do Bonfim

Confira também a exposição sobre a arte funerária do cemitério do Bonfim, na Biblioteca Pública de Belo Horizonte. A entrada é franca.

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Bar reúne há 70 anos os torcedores do Galo




Aos poucos eles vão chegando, a concentração começa cedo. Os primeiros cânticos são ouvidos e logo se tem a sensação de estar na arquibancada ou na geral do Mineirão em dia de clássico. Há setenta anos é assim. O Bar do Salomão é o ponto de encontro dos atleticanos no bairro Serra, em Belo Horizonte.

O ambiente é todo decorado com quadros, reportagens sobre o estabelecimento, fotos de jogadores e torcedores. Esses objetos foram doados ao longo do tempo por amigos e fregueses para nutrir a paixão do seu fundador, Salomão Jorge. “Meu pai foi colocando pelas paredes e quando assustou o bar estava todo estilizado, virou o bar dos atleticanos”, conta Salomão Jorge Filho, atual proprietário.

O bar pertence à família Salomão desde o início. Nunca trocou de nome ou endereço. Nele, é comum depararmos com jogadores e torcedores famosos, como o jornalista Ricardo Galuppo, autor do livro Raça e Amor – A saga do Clube Atlético Mineiro vista da arquibancada. Ele afirma: “Quando estou em BH e o Galo não joga no Mineirão, venho para cá. Parece o Bar 28”. Aliás, essa sensação de se estar no estádio é que atrai a maior parte dos clientes.

Em dia de jogos, três televisores são disponibilizados. Dois dentro do bar e outro ao ar livre, para atender ao público das mesas que ficam na calçada e aos transeuntes em geral, que se acomodam como podem, seja em pé ou sentados na própria calçada. Mas engana-se quem pensa que isso pode causar alguma confusão. O ambiente é saudável e o clima é de cordialidade, onde todas as torcidas são respeitadas. Com predominância da alvinegra, é claro.

O petisco campeão de pedidos é o charutinho com quibe cru, prato criado por Salomão Filho, na ocasião do concurso Comida di Buteco, em 2003. Questionado se tem problemas com seus vizinhos em dias de jogos, ele relata um caso curioso: ao fechar o bar após a transmissão de um jogo, esqueceu de guardar a tv que fica na área externa. Só percebeu o ocorrido quando foi alertado por uma vizinha às 7h do dia seguinte. O detalhe é que o aparelho permaneceu no mesmo local, ninguém mexeu. E completa aos risos: “Não tenho problemas além do normal de qualquer dono de bar, mas os poucos que reclamam são cruzeirenses”.

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terça-feira, 24 de abril de 2007

Música Clássica



Uma dica cultural para quem curte música clássica são as apresentações da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais.

No último domingo, dando continuidade a Série Concertos no Parque, houve apresentação da obra de Vivaldi, As Quatro Estações. A regência foi do maestro Marcelo Ramos, com participação dos solistas Eliseu Martins, Paulo Florêncio, Yllen Almeida e Gláucia Borges. O evento, que teve entrada franca, foi assistido por centenas de pessoas no Parque Municipal.



Mas, quem perdeu não precisa ficar triste, pois poderá acompanhar a Orquestra Sinfônica, já no próximo mês. Estão previstas apresentações nos dias 15, com o grupo Uakti, e 29. Ambas no Grande Teatro do Palácio das Artes, com a cobrança de entrada. Já as apresentações dos dias 17 e 20, terão entrada franca. Elas serão realizadas respectivamente no Foyer do Grande Teatro e no Parque Municipal.

Mais informações sobre a programação, assim como os valores nos dias em que houver cobrança, podem ser obtidas pelo telefone (31) 3237-7399 ou clicando aqui.

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terça-feira, 17 de abril de 2007

Vem aí a 1ª Semana de Literatura e Comunicação

A Faculdade Estácio de Sá promove, no período de 7 a 11 de maio, a 1ª Semana de Literatura e Comunicação. O evento, feito em parceria com a Academia Mineira de Letras, é direcionado para os alunos dos cursos de Jornalismo e Publicidade.

As palestras estão programadas para os turnos da manhã e da noite, sempre no Centro de Convenções JK, no Campus Prado, em Belo Horizonte.

A programação da noite terá a abertura oficial do evento, com o presidente da Academia Mineira de Letras, Murilo Badaró.

No segundo dia a professora e atriz Angelita Cristine Cândido, o jornalista e escritor Carlos Herculano de Oliveira Lopes e o publicitário Jorge Netto, irão debater sobre a construção da personagem.

Os blogs e a literatura Online serão discutidos no terceiro dia do evento, que contará com a participação das publicitárias Juliana Sampaio e Laura Guimarães, criadoras do blog Mothern.

A poesia publicitária será discutida pelo publicitário Marcelo Dolabella na quinta-feira, dia 10 de maio.

O erotismo na literatura será o tema de encerramento da 1ª Semana de Literatura e Comunicação. A professora Célia Nonata irá analisar o período do Marquês de Sade a Bruna Surfistinha.

Veja abaixo a programação completa e aproveite o evento.



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domingo, 8 de abril de 2007

Biopirataria

A pirataria afeta diversos setores. Vestuário, calçados, música, softwares, a lista é extensa. Ninguém está a salvo. Um dos tipos que mais trazem prejuízos para o país refere-se à biopirataria. Define-se essa prática, como o desvio ilegal das riquezas naturais (flora, águas e fauna) e do conhecimento da população local sobre a utilização dos mesmos.

A falta de políticas que possibilitem a proteção, a pesquisa e o uso econômico racional de seus recursos naturais, faz do Brasil, presa fácil para os biopiratas. Eles adotam inúmeras ações clandestinas para retirar recursos de nossa biodiversidade.

Uma delas ocorre quando pesquisadores estrangeiros entram no país com visto de turista e se infiltram nas florestas e nas comunidades tradicionais, que detêm o conhecimento original sobre propriedades de plantas ou animais.

Agindo sob o interesse das grandes indústrias, em geral as de remédios ou de cosméticos, coletam exemplares dessas espécies e descobrem, com o auxílio dos habitantes do local, seus usos a aplicações.

De posse dessas informações, eles retornam para seus países e utilizam o conhecimento adquirido nas populações nativas para isolarem os princípios ativos. Descoberto o princípio ativo, registram uma patente que lhes dá o direito de receber royalties quando o produto for comercializado. O produto é vendido para o mundo todo, inclusive para o próprio Brasil.

Existem vários exemplos. Da espinheira-santa é feito um chá que é utilizado pela medicina popular para tratar de problemas estomacais. Os índios também a utilizam no tratamento contra tumores, como contraceptivo e anti-asmático. Pesquisas científicas confirmam, desde a década de 20, a ação dessa planta contra úlcera. Em 1997, uma empresa japonesa patenteou o uso da planta em remédios.

Outros produtos amazônicos como a casca do ipê-roxo, a folha da pata-de-vaca, a catuaba, todos com reconhecido poder medicinal, estão entre os mais procurados pelos piratas da floresta.

Ambientalistas acreditam que o combate à biopirataria só será efetivo quando a Convenção sobre Diversidade Biológica, que foi criada no Rio, na ocasião da ECO 92 e continua sem a assinatura dos EUA e de outros países detentores de grande número de patentes, entrar em vigor. A postura dos países desenvolvidos, em não reconhecer o direito das nações sobre o patrimônio genético nativo, acaba por incentivar suas empresas a continuarem com a biopirataria.

Criado pelo Ministério do Meio Ambiente em 2003, o Comitê de Gestão do Patrimônio Genético tem a missão de regular as pesquisas sobre a biodiversidade. Para isso, discute um projeto de lei definitivo sobre o assunto. A idéia é estabelecer regras que beneficiem as comunidades com o uso comercial de seus conhecimentos, além de definir a biopirataria como crime, impondo punições. Não há, entretanto, previsão de quando o projeto será apresentado no Congresso Nacional.

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Contra a pirataria

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Até quando?

É atribuído ao físico Albert Einstein, a seguinte frase: "Duas coisas são infinitas: o universo e a estupidez humana. Mas, no que diz respeito ao primeiro, ainda não adquiri a certeza absoluta". A morte do menino João Hélio é uma prova que a crueldade humana realmente não conhece limites. Infelizmente, esse não é o primeiro e nem será o último crime bárbaro que veremos.

Casos como os do ônibus incendiado no Rio de Janeiro, Tim Lopes, índio Galdino, Suzane Richthofen, são cada vez mais freqüentes. Eles chocam o país e trazem a tona questões como a violência de nossa sociedade, a segurança pública, a impunidade. Atualmente, discute-se a redução da maioridade penal.

Como bem lembrou a ministra Ellen Gracie, somente um dos acusados é menor de idade. É ilusão acharmos que somente com a redução da maioridade penal, iremos resolver o problema. Também concordo com sua opinião que decidir sobre mudanças na legislação, “em clima de forte emoção”, não seria a melhor opção para o país. Entretanto, não podemos deixar esse crime passar em branco.

É preciso que a sociedade se mobilize e exija dos seus políticos e magistrados uma postura mais ativa. Como ressalta o jornalista Alberto Dines, existe um clima de “nunca mais” no ar que precisa ser aproveitado. Além disso, a facilidade e a freqüência com que o país promove alterações em sua legislação beiram a irresponsabilidade.

O jornalista Ricardo Azevedo lista em seu blog, as mudanças legais que foram votadas até agora ou estão em votação para combater a criminalidade. Reparem que a redução da maioridade penal é discutida desde 1999.

Mas essa não é a única questão que precisa ser resolvida. Basta lembrar que o líder dos assassinos de João Hélio, após completar a maioridade, já tinha duas condenações em seu currículo, sendo uma de quatro anos e meio. Ele foi solto após ter cumprido um ano.

Mais investimentos em segurança pública, uma melhor aplicação da Lei de Execuções Penais, além de uma revisão do benefício da progressão da pena para certos crimes, são apenas alguns dos assuntos que deveriam estar na pauta de discussões.

Dines diz não ser papel da mídia decidir o que precisa ser feito, mas sim colocar urgências na agenda nacional. Precisamos dar um basta nesta violência e acabar com a letargia que atinge nossos políticos e magistrados.

terça-feira, 6 de fevereiro de 2007

Postagem Inicial



"Se houver uma camisa branca e preta, pendurada em um varal, durante uma tempestade, o atleticano torce contra o vento."
Roberto Drummond