terça-feira, 24 de abril de 2007

Música Clássica



Uma dica cultural para quem curte música clássica são as apresentações da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais.

No último domingo, dando continuidade a Série Concertos no Parque, houve apresentação da obra de Vivaldi, As Quatro Estações. A regência foi do maestro Marcelo Ramos, com participação dos solistas Eliseu Martins, Paulo Florêncio, Yllen Almeida e Gláucia Borges. O evento, que teve entrada franca, foi assistido por centenas de pessoas no Parque Municipal.



Mas, quem perdeu não precisa ficar triste, pois poderá acompanhar a Orquestra Sinfônica, já no próximo mês. Estão previstas apresentações nos dias 15, com o grupo Uakti, e 29. Ambas no Grande Teatro do Palácio das Artes, com a cobrança de entrada. Já as apresentações dos dias 17 e 20, terão entrada franca. Elas serão realizadas respectivamente no Foyer do Grande Teatro e no Parque Municipal.

Mais informações sobre a programação, assim como os valores nos dias em que houver cobrança, podem ser obtidas pelo telefone (31) 3237-7399 ou clicando aqui.

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terça-feira, 17 de abril de 2007

Vem aí a 1ª Semana de Literatura e Comunicação

A Faculdade Estácio de Sá promove, no período de 7 a 11 de maio, a 1ª Semana de Literatura e Comunicação. O evento, feito em parceria com a Academia Mineira de Letras, é direcionado para os alunos dos cursos de Jornalismo e Publicidade.

As palestras estão programadas para os turnos da manhã e da noite, sempre no Centro de Convenções JK, no Campus Prado, em Belo Horizonte.

A programação da noite terá a abertura oficial do evento, com o presidente da Academia Mineira de Letras, Murilo Badaró.

No segundo dia a professora e atriz Angelita Cristine Cândido, o jornalista e escritor Carlos Herculano de Oliveira Lopes e o publicitário Jorge Netto, irão debater sobre a construção da personagem.

Os blogs e a literatura Online serão discutidos no terceiro dia do evento, que contará com a participação das publicitárias Juliana Sampaio e Laura Guimarães, criadoras do blog Mothern.

A poesia publicitária será discutida pelo publicitário Marcelo Dolabella na quinta-feira, dia 10 de maio.

O erotismo na literatura será o tema de encerramento da 1ª Semana de Literatura e Comunicação. A professora Célia Nonata irá analisar o período do Marquês de Sade a Bruna Surfistinha.

Veja abaixo a programação completa e aproveite o evento.



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domingo, 8 de abril de 2007

Biopirataria

A pirataria afeta diversos setores. Vestuário, calçados, música, softwares, a lista é extensa. Ninguém está a salvo. Um dos tipos que mais trazem prejuízos para o país refere-se à biopirataria. Define-se essa prática, como o desvio ilegal das riquezas naturais (flora, águas e fauna) e do conhecimento da população local sobre a utilização dos mesmos.

A falta de políticas que possibilitem a proteção, a pesquisa e o uso econômico racional de seus recursos naturais, faz do Brasil, presa fácil para os biopiratas. Eles adotam inúmeras ações clandestinas para retirar recursos de nossa biodiversidade.

Uma delas ocorre quando pesquisadores estrangeiros entram no país com visto de turista e se infiltram nas florestas e nas comunidades tradicionais, que detêm o conhecimento original sobre propriedades de plantas ou animais.

Agindo sob o interesse das grandes indústrias, em geral as de remédios ou de cosméticos, coletam exemplares dessas espécies e descobrem, com o auxílio dos habitantes do local, seus usos a aplicações.

De posse dessas informações, eles retornam para seus países e utilizam o conhecimento adquirido nas populações nativas para isolarem os princípios ativos. Descoberto o princípio ativo, registram uma patente que lhes dá o direito de receber royalties quando o produto for comercializado. O produto é vendido para o mundo todo, inclusive para o próprio Brasil.

Existem vários exemplos. Da espinheira-santa é feito um chá que é utilizado pela medicina popular para tratar de problemas estomacais. Os índios também a utilizam no tratamento contra tumores, como contraceptivo e anti-asmático. Pesquisas científicas confirmam, desde a década de 20, a ação dessa planta contra úlcera. Em 1997, uma empresa japonesa patenteou o uso da planta em remédios.

Outros produtos amazônicos como a casca do ipê-roxo, a folha da pata-de-vaca, a catuaba, todos com reconhecido poder medicinal, estão entre os mais procurados pelos piratas da floresta.

Ambientalistas acreditam que o combate à biopirataria só será efetivo quando a Convenção sobre Diversidade Biológica, que foi criada no Rio, na ocasião da ECO 92 e continua sem a assinatura dos EUA e de outros países detentores de grande número de patentes, entrar em vigor. A postura dos países desenvolvidos, em não reconhecer o direito das nações sobre o patrimônio genético nativo, acaba por incentivar suas empresas a continuarem com a biopirataria.

Criado pelo Ministério do Meio Ambiente em 2003, o Comitê de Gestão do Patrimônio Genético tem a missão de regular as pesquisas sobre a biodiversidade. Para isso, discute um projeto de lei definitivo sobre o assunto. A idéia é estabelecer regras que beneficiem as comunidades com o uso comercial de seus conhecimentos, além de definir a biopirataria como crime, impondo punições. Não há, entretanto, previsão de quando o projeto será apresentado no Congresso Nacional.

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Contra a pirataria

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Até quando?

É atribuído ao físico Albert Einstein, a seguinte frase: "Duas coisas são infinitas: o universo e a estupidez humana. Mas, no que diz respeito ao primeiro, ainda não adquiri a certeza absoluta". A morte do menino João Hélio é uma prova que a crueldade humana realmente não conhece limites. Infelizmente, esse não é o primeiro e nem será o último crime bárbaro que veremos.

Casos como os do ônibus incendiado no Rio de Janeiro, Tim Lopes, índio Galdino, Suzane Richthofen, são cada vez mais freqüentes. Eles chocam o país e trazem a tona questões como a violência de nossa sociedade, a segurança pública, a impunidade. Atualmente, discute-se a redução da maioridade penal.

Como bem lembrou a ministra Ellen Gracie, somente um dos acusados é menor de idade. É ilusão acharmos que somente com a redução da maioridade penal, iremos resolver o problema. Também concordo com sua opinião que decidir sobre mudanças na legislação, “em clima de forte emoção”, não seria a melhor opção para o país. Entretanto, não podemos deixar esse crime passar em branco.

É preciso que a sociedade se mobilize e exija dos seus políticos e magistrados uma postura mais ativa. Como ressalta o jornalista Alberto Dines, existe um clima de “nunca mais” no ar que precisa ser aproveitado. Além disso, a facilidade e a freqüência com que o país promove alterações em sua legislação beiram a irresponsabilidade.

O jornalista Ricardo Azevedo lista em seu blog, as mudanças legais que foram votadas até agora ou estão em votação para combater a criminalidade. Reparem que a redução da maioridade penal é discutida desde 1999.

Mas essa não é a única questão que precisa ser resolvida. Basta lembrar que o líder dos assassinos de João Hélio, após completar a maioridade, já tinha duas condenações em seu currículo, sendo uma de quatro anos e meio. Ele foi solto após ter cumprido um ano.

Mais investimentos em segurança pública, uma melhor aplicação da Lei de Execuções Penais, além de uma revisão do benefício da progressão da pena para certos crimes, são apenas alguns dos assuntos que deveriam estar na pauta de discussões.

Dines diz não ser papel da mídia decidir o que precisa ser feito, mas sim colocar urgências na agenda nacional. Precisamos dar um basta nesta violência e acabar com a letargia que atinge nossos políticos e magistrados.