sábado, 1 de setembro de 2007

Tchau, Renan.


Bruno Miranda em seu casamento e Renan durante sessão do Senado.
O caso poderia envolver até dinheiro para o exterior

Foto do site: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EDG78858-6009-485,00.html

O suplício do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) parece não ter fim. Ele é alvo de nova denúncia, na qual estaria envolvido em um suposto esquema de lavagem e desvio de dinheiro.

Em entrevista à revista "Época", o advogado Bruno de Miranda Lins, acusa o empresário Luiz Carlos Garcia Coelho, pai de sua ex-mulher, Flávia Garcia, de montar um esquema de arrecadação de dinheiro para Renan em ministérios controlados pelo PMDB. Flávia é assessora parlamentar do presidente do Senado.

Trata-se de um novo revés para Renan, que viu o plenário do Conselho de Ética do Senado aprovar, por 10 votos a 5, que a votação do processo do qual é acusado (quebra de decoro por receber recursos da Mendes Júnior para pagar despesas pessoais) será aberta.

Seu único alento foi proporcionado pelo senador Wellington Salgado (PMDB-MG). Ele pediu vista ao relatório, que possibilitou o adiamento da votação até quarta-feira. Dessa forma, Renan ganha mais alguns dias para apresentar sua defesa e fazer com que a votação seja fechada.

O presidente do Senado é acusado em mais dois processos por quebra de decoro parlamentar. No primeiro, ele teria favorecido à Schincariol no episódio da venda da fábrica de refrigerantes de seu irmão, o deputado Olavo Calheiros (PMDB-AL). O outro processo refere-se à participação do senador em veículos de comunicação de Alagoas.

No meio de tantas denúncias, com a ausência de documentação que sustente sua defesa (seja na incrível lucratividade do seu rebanho de gado ou na utilização de “laranjas” para adquirir uma rádio e um jornal em Alagoas), ácidas discussões com colegas no plenário do Senado, a principal tática da defesa do senador tem sido atacar aqueles que o denunciam.

Independente de ser culpado ou não, cabe a Justiça decidir, fica claro que a permanência de Renan na presidência do Senado atrapalha o andamento da pauta de votações no Congresso. Ele deveria se afastar para cuidar de sua defesa. O país precisa andar. Não pode ficar preso a uma pessoa independente do cargo que ocupe. Cansei. Essa história não termina nunca. Sai, Renan.